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3.7.09

De termômetro na mão

Um frio de lascar, aqui na Serra. Ou pelo menos uma forte sensação de frio. O que é bom para os vinhos que guardo na minha improvisada adega (um grande vão de escada, bem escuro e protegido, com práticas prateleiras de madeira). O que me lembra das temperaturas de serviço dos vinhos. Dois críticos do New York Times, Eric Asimov (de vinhos) e Tony Cenicola (culinária) reclamaram do (mau) costume de servir vinhos brancos “estupidamente” gelados.
Eric Asimov, inclusive, reclama que os norte-americanos têm o hábito de resfriar e beber os brancos em temperaturas baixas demais. Ele acha que os Estados Unidos são um país que “ama coisas geladas”. Seu colega de jornal, Tony Cenicola, lembra que a temperatura pode fazer a diferença entre um vinho comum e um grande vinho. Eric Asimov explica que “a ciência deixa claro que aumentar a temperatura de serviço de um vinho (branco, no caso) permite que vários componentes de sabor possam evaporar-se e, assim, serem percebidos, contribuindo grandemente para o prazer de nosso paladar”.
A questão não envolve apenas os vinhos brancos. Todos os vinhos podem beneficiar-se (e nós também) com a correta temperatura de serviço. Utilizo uma tabela apresentada em The World Atlas of Wine (“Atlas Mundial do Vinho”, 5ª edição, ISBN 1 84000 332 4).
Lembram os autores do Atlas, os mestres Hugh Johnson e Jancis Robinson, que o nosso sentido de olfato (e em grande parte o nosso sentido de gosto) é sensível apenas aos vapores. “Os vinhos tintos têm em geral maior peso molecular e são por isso menos voláteis – ou aromáticos – dos que os brancos”.
O objetivo de servir um vinho tinto “chambré” (à temperatura ambiente) é de torná-lo aquecido ao ponto em que seus elementos aromáticos começam a evaporar-se. Quanto mais sólidos, substanciais, esses tintos, mais altas devem ser as temperaturas de serviços. Já tinto leves, como o Beaujolais ou o Chinon, podem ser tratados como brancos: são bem voláteis. “Por outro lado, um tinto bem maduro pode precisar da temperatura ambiente, da sua mão aquecendo a taça e possivelmente da própria boca para volatilizar seus complexos elementos”.
Os taninos, explicam os autores, são muito mais óbvios em temperaturas baixas. “Por isso, quanto mais tépido servimos um tinto jovem, mais macios, mais generosos e envolventes serão seus sabores”. Outra boa dica: “Por exemplo, podemos criar uma ilusão de maturidade num jovem Cabernet ou num tinto de Bordeaux, ao servi-lo um pouco mais aquecido, o que aumentará a sensação de sabor e reduzirá sua adstringência. Os tintos com a Pinot Noir ou os borgonhas tendem a ter menos taninos e são naturalmente mais aromáticos, o que explica a longa tradição de servir os tintos da Borgonha um pouco mais frios do que os de Bordeaux”.
Eis aqui um apanhado da tabela do Atlas. Todas as temperaturas estão em graus centígrados e sugerem as marcas de serviço ideais para uma gama bem representativa de vinhos. Os limites são: de 4º (temperatura de uma geladeira), passando pelo nível ideal de uma adega (10º), até 18º, acima da qual temos a chamada “temperatura ambiente”.
Os brancos:
Muscadet (7º); Chablis (9º); Grand Cru Chablis (10-12º); Macon (9º); os melhores brancos da Borgonha e de Graves (12-14º); Gewürztraminer e Pinot Gris (6-8º); brancos de Bordeaux (8-10º); Sancerre/Pouilly (7,5-8,5º); Sauternes (9-11º); Gros Plant (4-6º); Alsace Riesling (7-9º); Jurançon (7-9º); brancos do Ródano (10-12º); Sylvaner (6-8º); Aligoté (4-6º); Tokaji (4-6º); Champagne não safrada (6-9º); espumantes como o Sekt e a Cava (4-6º); os melhores de Champagne (8-10º); Eiswein (5-7º); bons brancos alemães e austríacos (8-10º); os melhores secos alemães (10-12º); os melhores vinhos doces alemães (12-14º); Liebfraumilch e que tais (4-7º); doces do Loire e Chenin Blanc (5-8º); Frascati (6-8º); Asti (4-5º); Orvieto 6-8º); Soave (8-10º); Vinho Verde & Rias Baixas (6-7º); Verdichio (8-10º); brancos da Hungria (10-12º); Moscato e Moscatel 94-6º); Fendant (7-9º); Chenin Blanc sul-africana (7-9º); Tokaji Aszu (11-13º); Retsina (4-6º); Chardonnay (7-10º); os melhores Chardonnays da Califórnia e da Austrália (10-13º); os melhores Moscatos e Moscatel (4-7º); Sauvignon Blanc da Nova Zelândia (7-9º); Sauvignon Blanc da Califórnia (9-11º); Riesling (6-9º); vinhos maduros com a Semillon Blanc do Hunter Valley, Austrália (12-14º); Riesling do Vale do Barossa, Austrália (7-9º); vinhos rosados em geral (6-10º).
Os tintos:
Chinon (10-12º); tintos da Borgonha (14-16,5º); Beaujolais Nouveau (9-11º); Cru Beaujolais (11-14º); tintos do Ródano (12-14º); os melhores tintos do Ródano (14,5-16,5º); tintos do Languedoc-Roussillon (12-14º); Fino & Manzanilla (8-10º); Porto Tawny (10-12º); Cream Sherry ou Jerez Creme (12-14º); tintos genéricos de Bordeaux (14-16º); Amontillado (10-12º); Montilla (10-12º); Madeira (12-14º); Cahors (14-16º); Madiran (14-16º); vinhos finos de Bordeaux (16-18º); Bandol (15-17º); Valpolicella (10-12º); Chianti (12-14º); Chianti Classico (14-16º); os melhores tintos portugueses (16-18º); tintos da Sicília (12-14º); Barbera/Dolcetto (12-14º); Supertoscanos (15-17º); Barolo (15,5-17,5º); tintos da Puglia (13-15º); Ribera Del Duero & Priorato (16-18º); Rioja Reservas (15-17º); Valdepenas (10-12º); tintos chilenos (14-16º); Lambrusco (7-9º); Dole (10-12º); Zinfandel leve (12-14º); tintos argentinos (16-18º); Pinot Noir da Califórnia, da Austrália e do Oregon (14-17º); Pinot Noir da Nova Zelândia (13-15º); Pinotage (15-17º); os melhores Cabernets e Zinfandels da Califórnia (16-18º); Tannat uruguaio (14-16º); Liqueur Muscat (10-12º); os melhores Shiraz e Cabernets australianos (16-18º).
O crítico Eric Asimov diz que não sugere que fiquemos com um termômetro na mão para lá e pra cá tomando a temperatura da taça. Seria, de fato, uma senhora trabalheira. Os brancos e os tintos sempre um pouco mais frios do que manda a tabela.
Você pode aquecer uma taça com a sua mão, como dissemos acima, e ir domando o seu vinho até chegar à temperatura do seu gosto. No caso dos tintos, se achar que estão muito quentes, não esqueça e levar a garrafa de volta para o balde com gelo (a maneira mais rápida de resfriar um vinho).
E não esqueça também que, no passado, quando as adegas dos castelos tranquilamente ficavam constantes nos 10º C, os vinhos chegavam ao salão de jantar lá pelos seus 12, 14, 17º C. Era essa a temperatura ambiente. Isso no hemisfério norte. Agora, temos que recorrer aos baldes com gelo e até às geladeiras.
No caso dos tintos, devemos considerar que sele ele sair do climatizar com 10º e pode levar até algumas horas para sua temperatura atingir, digamos 14º. Jancis Robinson sugere que coloquemos a garrafa numa tina com água morna. Ou até mesmo utilizemos um microondas (tomando cuidado para tirar eventuais itens de alumínio cápsula).
De qualquer modo, será sempre útil ter um termômetro por perto. Se o caso é conseguirmos o máximo da bebida (e o máximo de prazer para nós), acho que não é um problema.
Da Adega
Cave Geisse em primeiro. O espumante brasileiro Cave Gesse Terroir Nature chegou em primeiro lugar, inclusive, à frente de grandes champagnes francesas, num teste cego promovido pela SBAV Brasília. Quatro espumantes nacionais e mais quatro franceses foram degustados. E o Cave Geisse levou 75,66 pontos, à frente da Moët Chandon Imperial (2º), da Taitanger (3º), da Banaut Grand Cru (4º). Em 4º também ficou a brasileira Dal Pizzol Champenoise. Casa Valduga Extra Brut, Chandon Brut Reserva, outras nacionais, ficaram respectivamente em 5º e 60 lugares. A francesa Veuve Clicquot ficou em último. A Cave Geisse é produzida pela
Vinícola Cave de Amadeu/Geisse, na região de Vinhos de Montanha de Pinto Bandeira, município de Bento Gonçalves, RS.

Marcadores: Temperaturas dos vinhos; espumantes brasileiros

posted by Sonia Melier at 9:27 AM 0 comments

29.6.09

O canibal que vende vinho

Que valor os consumidores dão às regiões produtoras de vinho? O que mais importa no momento da compra? Os argumentos que mais fazem vender a bebida são a uva, estilo do vinho, recomendação da crítica, prêmios, o conhecimento de uma marca ou preço? A Wine Intelligence apresentou um levantamento a esse respeito durante a Feira Internacional do Vinho, em Londres, realizada em meados de maio último. É uma das feiras mais importantes do mundo, reunindo a nata do comércio, dos produtores e da crítica do setor.
A Wine Intelligence é uma empresa de pesquisa e consultoria de marketing baseada em Londres, operando em mais de duas dezenas de países, inclusive o Brasil. A presente pesquisa (“O que os consumidores pensam realmente das regiões produtoras de vinho?”) reuniu dois mil respondentes norte-americanos e mil ingleses. Vejamos o que mais motiva os consumidores:
No ato da compra de um vinho, o consumidor (73% da Inglaterra e 60% dos Estados Unidos) considera a oferta promocional (ou seja: o preço) como argumento mais importante. Em tempos de crise (e agora de crise aguda) parece natural que esse item tenha grande destaque. O consumo de qualquer produto está sendo comandado pelo preço.
A variedade da cepa vem em segundo lugar: 76% dos norte-americanos e 70% dos ingleses. A vantagem norte-americana é fácil de explicar, pois os EUA são o país que criou esse conceito, o do vinho que destaca uma varietal. Já os ingleses estão mais acostumados ao regime europeu, que valoriza mais as regiões do que as uvas.
Por isso, talvez, é que o país de origem seja mais importante para os ingleses (64%) do que para os norte-americanos (49%).
O quarto item nesse quadro é o valor da recomendação de amigos e familiares: 51% dos súditos da rainha e 46% do povo de Barack Obama valorizam particularmente essas dicas.
Se sabemos pedir ou identificar um refrigerante pela marca (Coca, Pepsi etc.) ou um automóvel (VW, Fiat, Mercedes etc.), o mesmo não acontece com os vinhos. Somente 68% dos americanos e 57% dos ingleses têm lembrança de apenas uma marca de vinho.
Jean-Noel Kapferer, talvez o mais conhecido especialista em marcas do mundo, professor da famosa HEC Paris, a Fundação Getúlio Vargas dos franceses, diz que “marca é um conceito enganosamente simples; qualquer um é capaz de sacar logo um exemplo de marca, mas poucos conseguem propor uma definição satisfatória”.
E, contudo, marca seria simplesmente uma coleção de percepções na mente do consumidor; um símbolo de origem e também uma promessa de desempenho. Para os vinhos, funcionaria como uma dica do produto, sua origem, as cepas utilizadas, a região, o produtor, o preço – ou seja, um bom resumo na embalagem para ajudar a decisão dos consumidores. O problema é que marcas de vinho existem aos milhares e geralmente o jargão que envolve a bebida confunde (e atemoriza) o consumidor.
O sexto item que mais motiva os clientes é a região de origem: ela é importante para 51% dos ingleses e 46% dos americanos. Era de se esperar que europeus amantes de vinhos (no caso, os ingleses) tivessem mais afinidades com terroir, regiões de origem.
Eis, portanto, que a região de origem está no meio do caminho: no geral, apenas metade dos respondentes entende que é um item decisivo. E, no entanto, as regiões vinícolas podem comportar-se como marcas, com a capacidade de oferecer argumentos que traduzam as expectativas do consumidor. E na falta de grandes verbas para potentes campanhas de publicidade, marcas regionais têm muito que oferecer para valorizar uma garrafa de vinho.
Em seguida, nessa escala, se apresenta o conteúdo alcoólico, um valor para 30% dos ingleses e 28% dos americanos. Não é um tópico vital para os consumidores.
Aliás, está em pé de igualdade com o valor representado pelas recomendações de vendedores ou de folhetos, nas lojas: considerada por apenas 25% dos ingleses e, bem mais intensamente, 47% dos americanos.
A recomendação de críticos de vinhos também não pesa muito: é considerada por 25% dos ingleses e 31% dos americanos.
Formatos de garrafa e layouts de rótulos são importantes para 24% dos ingleses e 31% dos americanos. Com 21% entre ingleses e 29% de americanos, temos as recomendações contidas nos guias de vinho.
Em último lugar, nessa grade de 12 itens, é o valor de uma medalha ou prêmio: é importante para somente 17% dos ingleses e 21% dos americanos.
Numa seção especial dedicada ao reconhecimento de nomes de regiões vinícolas famosas, a de Marlborough, na Nova Zelândia, e a de Barossa na Austrália foram as menos lembradas pelos respondentes. Só 10% dos americanos tinham ouvido falar no Vale de Barossa e 12% em Marlborough. Entre os consumidores ingleses, as taxas foram respectivamente de 38% e 27%. O mais curioso é que quando os pesquisadores mostraram uma placa com o nome Marlborough, o que primeiro veio à mente dos pesquisados foi a marca de cigarros.
Bordeaux foi a marca de maior lembrança: 94% entre ingleses e 80% entre americanos. A região de Champagne ficou com um nobre segundo lugar: 93% entre ingleses e 75% junto aos americanos.
O mais espantoso, contudo, foi quando mostraram aos três mil entrevistados a placa com o nome Chianti. É claro que a maioria lembrou-se da Itália. Mas o filme “O Silêncio dos Inocentes”, de 1991, o primeiro da série com o Dr. Hannibal Lecter, o “Canibal”, foi quase tão lembrado quanto o nome da Itália.
No filme, o Dr. Hannibal lembra como degustou o fígado de um desafeto seu acompanhado por um Chianti. Por aí, podemos ver como por linhas aparentemente tortas podemos promover um vinho ou uma região vinícola. O mesmo aconteceu com o Sideways, que fez explodir as vendas do Pinot Noir nos EUA.
Nesse nosso cantinho, o Instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN) investigou sobre as preferências dos brasileiros, num estudo que ouviu 1.037 pessoas entre 18 e 69 anos, em Porto Alegre, São Paulo e Recife. Conseguimos reunir uns poucos dados. Mas fica evidente que a falta de informação é o maior problema para o consumidor brasileiro.
Imagine que, para 66% dos entrevistados, o vinho pode ser feito com outras frutas, além da uva. O nosso consumidor confunde sidra com espumante. Pior: 92% dos acham que espumante é uma coisa e vinho outra. Informação é importante, claro. E mais importante ainda para um produto como o vinho, simples de beber, mas aparentemente complexo de entender pelo mundo de facetas que consegue oferecer.
Da Adega
Vinhos do Douro e do Porto. Amanhã, às 20h, acontece uma prova de Vinhos do Douro e do Porto durante jantar oferecido pelo
Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, o IVDP. O evento será realizado no restaurante Terzetto, em Ipanema, e contará com a presença do Diretor do IVDP, Carlos Soares. Mais informações com a Cristina Neves.
Dia 30, terça que vem, será a vez de Brasília, onde a degustação (a partir de mais de 200 rótulos de vinhos do Douro e do Porto) acontecerá no
Naoum Plaza, das 15 às 21 h. Consulte a assessoria da Denise Cavalcante ou ligue: (11) 4612-4341.
O Brasil é um importante mercado para os vinhos da região do Douro e do Porto. As importações dos primeiros cresceram 50% nos últimos 4 anos (996 mil garrafas) e as do segundo dobraram em cinco anos (1.395 mil garrafas até dezembro de 2008). Somos o 11º mercado mundial para os vinhos do Porto, em volume. Merecedores, portanto, de todas essas atenções do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto
Curso de Iniciação ao Vinho e à Degustação. Para quem deseja iniciar-se no mundo dos vinhos, Marcelo Andrade oferece um curso básico, em quatro aulas bem parrudas, a partir agosto, sempre aos domingos e sempre no
Restaurante Buonasera (Rua Araribóia, 253, Niterói). O curso terá apoio de apostila e seu conteúdo acessado on line. Além disso, três vinhos serão degustados e analisados em cada aula. O programa vai desde a história do vinho, a videira, variedades de uvas, regiões e países produtores, vocabulário do vinho, até tipos de vinho, elaboração da bebida, os espumantes, serviço do vinho e noções de harmonização. Reserva sua vaga com o Marcelo Andrade (21-9764-6167).

Marcadores: Chianti, curso de vinhos, Hannibal Lecter, marketing, Porto e Douro

posted by Sonia Melier at 8:56 AM 0 comments

19.6.09

Os sommeliers e os milagres

Quer ser uma sommelière (ou um sommelier)? Juntamos algumas questões dos exames do Court of Master Sommeliers, entidade criada há 40 anos na Inglaterra para melhorar os padrões de conhecimento de bebidas em hotéis e restaurantes de Sua Majestade. Os testes são progressivos: o primeiro nível, “Introdutório”, é considerado sopa no mel. Seguem-se os exames de “Sommelier Certificado”, o “Avançado” e, por último, o de “Master Sommelier”. As dificuldades aumentam em cada nível. Apenas 10% dos candidatos passam no exame final, quando então podem acrescentar o MS (Master Sommelier) depois de seus nomes. Em 20 anos, somente 171 candidatos conseguiram conquistar esse título.
Selecionei algumas dessas questões e acrescentei outras. Quem sabe a leitora não se exercita um pouco?
1. Qual a história que cerca Neméia, na Grécia, e qual a principal uva utilizada nessa região?
2. Qual das regiões abaixo é exclusiva de um Grand Cru de Chablis?
a) Clos de la Roche; b) Caillerets; c) Blanchot; d) Les Charmes.
3. Qual dessas regiões fica na South Island (“Ilha do Sul”), na Nova Zelândia?
a) Martinborough; b) Tamar Valley; c) Canterbury; d) Walker Bay.
4. Orvieto é produzido em: a) Piemonte, b) Toscana; c) Úmbria; d) Veneto.
5. Qual dessas regiões brasileiras recebeu a Indicação de Procedência, marcando em 2002 a entrada do Brasil no circuito mundial das Indicações Geográficas, tal como existem em Bordeaux, Champagne, Rioja, Porto?
a) Campanha, b) Vale do São Francisco, c) Vale dos Vinhedos, d) Serra dos Sudeste; e) Vale do Anhangabaú.
6. Quais dessas vilas ficam na região do rio Mosela, na Alemanha?
a) Nierstein; b) Deidesheim; c) Rauenthal; d) Bernskastel.
7. O que é “cap classique”?
8. O que é “pigeage”?
9. Dionísio, o deus grego do vinho, não plantou a primeira videira. Para quem ele concedeu esse privilégio?
a) Oenopion, b) Thoas, c) Staphylus, d) Latromis, e) Euanthes, f) Oeneus; g) Tauropolus; h) Ícaro.
10. Nesta terça-feira, 16 de junho, foi festejado em todo o mundo o Bloomsday. Qual o vinho preferido do autor homenageado nesta data?
11. Jesus transformou água em vinho, para o casamento em Canaã (João 2:2-11). Quanto pagou de taxas para as autoridades romanas?
a) 250 dracmas; b) 1.000 talentos; c) 383 denarius; d) 3.000 shekels.
Respostas:
1
. A planície da Neméia é o centro do primeiro dos 12 trabalhos de Hércules. Ele tinha que eliminar o terrível leão, filho dos monstros Tifão (tinha 100 cabeças) e Equidna (meio mulher, meio serpente) e irmão da Esfinge. Esse bicho indigesto não parava de fazer estragos por lá. Mas Hércules o estrangulou. E passou a usar a sua pele.
Neméia é uma das três apelações do Peloponeso, no sul da Grécia (a outras duas são Mantinia e Patras). A única uva autorizada na região é a tinta e resistente Agiorgitiko, para vinhos secos, cuja qualidade é sempre admirada.
2. Na região de Chablis existem sete áreas cujos vinhedos são oficialmente reconhecidos pelo INAO (Institut National des Appellations d'Origine) como Grand Cru: Bougros, Les Preuses, Vaudésir, Grenouilles, Valmur, Les Clos e Blanchot.
3. South Island é a maior das duas principais ilhas da Nova Zelândia (a outra obviamente é a North Island). Temos lá importantes regiões produtoras: Nelson, Marlborough, Central Otago e Canterbury. Esta última compreende duas grandes áreas viníferas: a primeira, próximo da cidade de Christchurch e a mais recente, no Vale do Waipara. Chardonnay e Pinot Noir são as cepas mais plantadas aqui, seguidas pela Riesling e a Sauvignon Blanc.
4. Orvieto é uma região vinífera localizada ao redor da cidade medieval de mesmo nome, na Úmbria, na Itália central, cuja capital é Perúgia. É mais conhecida pelos seus vinhos brancos, feitos em sua maioria por uma mistura de Trebbiano e Grechetto.
5. O Vale dos Vinhedos, uma sub-região na Serra Gaúcha, foi a primeira das áreas no Brasil a conquistar a Indicação de Procedência. Mas sabe-se que outras áreas já estão pleiteando esse selo de qualificação. A Campanha, a Serra do Sudeste e o Vale do São Francisco certamente estão de olho no certificado. Já o Vale do Anhangabaú, em São Paulo, teve no século 18 uma próspera plantação de chá, iniciada pelo marechal José Arouche de Toledo. As principais lembranças continuam lã: o célebre Largo do Arouche e o imponente Viaduto do Chá.
6. Na região do Mosela temos seis distritos vinícolas (Bereiche): Brug Cochem, Ruwertal, Saar, Obermosel, Moseltor e Bernkastel – esse mais conhecido como Mittelmosel, por ser o mais central da região. Um dos mais notáveis vinhedos aqui é conhecido como Doctorberg (com os vinhos Bernksteler Doctor). Contam que esse nome tem origem na Idade Média, quando um clérigo local foi milagrosamente curado de uma doença grave após beber vinho originário desse vinhedo. Os vinhos daqui são considerados os mais completos exemplos dos mais finos vinhos alemães feitos com a uva Riesling.
7. Cap Classique é o nome que ganharam na África do Sul os espumantes feitos pelo método champenoise, ou seja, o adotado pela região de Champagne, onde se provoca uma segunda fermentação na garrafa. Na Cidade do Cabo (Cape Town), a arte do vinho foi introduzida pelos hugenotes franceses. E a primeira garrafa de vinho espumante produzida ali foi chamada de Kaapse Vonkel (Espumante do Cabo). O tempo passou e os produtores de Champagne conseguiram proibir o uso do termo champenoise por quaisquer outros produtores que não os da região francesa. Daí que os sul-africanos criaram um nome alternativo, que, aliás, já estava em casa: Cap Classique.
8. Termo francês para a ação de empurrar de volta para o fundo dos tanques de fermentação a capa de cascas de uvas e outros sólidos que se forma na superfície. Com isso, conseguem que essa capa não se resseque e reforçam a extração de cor e de taninos.
9. Oeneus, rei de Cálidon, na Etólia, Grécia, foi o primeiro mortal a receber de Dionísio a videira. Pois essa era a importante missão de Dionísio: fazer com que os humanos adotassem a cultura da vinha.
Oenopion, Thoas, Staphylus, Latronis, Euanthes e Tauroopolus eram filhos de Dionísio, o deus do vinho, com a adorável e sapeca Ariadne (aquela do Labirinto de Creta).
Oenopion foi o primeiro a ensinar que vinho devia ser bebido sempre misturado com água. A bebida era considerada muito forte. Observo que Oeneus e Oenopion têm a mesma raiz: oinos, vinho em grego.
Contudo, a primeiro a produzir vinho foi Ícaro, filho de Dédalo (o criador do labirinto acima). Parece que Oeneus era muito devagar e Ícaro um apressadinho. Ele ofereceu esse primeiro vinho a um grupo de camponeses, que ficaram tão bêbados a ponto de ver tudo em dobro. Acreditaram que estavam enfeitiçados. E por isso mataram Ícaro.
Sabemos de Ícaro mais pela lenda de ter criado asas de cera e de desastradamente ter voado com ela. Mas a versão como criador do primeiro vinho é muito forte. Veja aqui.
(Na verdade, retirei essas informações do livro “The Greek Myths”, de Robert Graves, da Pelican Books, edição de 1969).
10. James Joyce: o irlandês autor de Ulisses, que relata um dia na vida de Leopold Bloom. A data lembra também o dia em que começou o namoro com sua futura esposa, Nora Barnacle. No livro, é o dia em que Bloom reencontra seu filho e chega às boas com sua esposa, numa paródia dos 10 anos de peripécias que resultaram na volta do herói grego para casa.
O vinho preferido de Joyce era o branco Fendant de Sion (ou Chasselas), uma especialidade que o irlandês aprendeu a apreciar quando morou pela primeira vez na Suíça, onde escreveu parte de Ulisses.
11. Dracma, talento, denarius, shekel eram algumas das moedas circulantes na Jerusalém dos tempos de Cristo. A primeira era grega, as duas seguintes romanas e a terceira utilizada pelos judeus. É claro que Jesus não pagou nada. Milagre é milagre.
Da Agenda
Ganhe uma viagem à Serra Gaúcha. A
Vinícola Aurora está oferecendo um fim de semana na Serra Gaúcha completamente grátis. Quem quiser participar basta entrar no site da promoção Marcus James leva você à Serra Gaúcha. Uma vez lá, basta dar asas à sua criatividade e responder à pergunta: “O que você faria para tornar um fim de semana na Serra Gaúcha inesquecível?” As cinco respostas mais criativas serão premiadas com uma viagem, com direito a acompanhante e a tudo pago. A promoção vai até o dia 31 de agosto deste ano. Imperdível.
Os melhores do ano. Quem foi o melhor chef do ano, e a Personalidade da Gastronomia, em 2009. E o melhor sommelier? E a personalidade do vinho? Saiba tudo sobre essas importantes premiações
aqui.
Vinexpo 2009 e Ventisquero. A
Vinexpo é a maior feira de vinhos do mundo, realizada em Bordeaux, de 21 a 25 de junho. Todo o mundo do vinho que importa, que quer ver e ser visto estará lá. Menos eu: apesar de um gentilíssimo convite da amiga Alessandra Battochio Casolato, da CH2, minhas galinhas estão pedindo que fique pela Serra. Obrigada, Alessandra.
Ela transmite um convite da Viña
Ventisquero para participar de duas degustações especiais promovidas por John Duval (um dos enólogos mais prestigiados da Austrália) e por Felipe Tosso, enólogo-chefe da vinícola chilena. Aqui me quedo com minhas levadas angolanas, mas babando por perder o Vertice e o Pangea, grandes vinhos da Ventisquero, feitos a quatro mãos pelos festejados produtores acima, com a Syrah, representando a Austrália, e a Carmenére, defendendo as cores chilenas. Fica para a próxima.

Marcadores: Chablis, Grécia, Itália, Jesus, milagres, sommeliers

posted by Sonia Melier at 8:32 AM 0 comments

3.6.09

Por que não...

...divertir-se com suas taças de vinhos? Veja como é provar um vinho branco na taça dedicada ao tinto. Ou o vinho tinto na taça do branco. Ou o branco e tinto na tulipa de espumante. Se amamos os vinhos, somos levadas por suas cores, aromas e sabor. Nem sempre, porém, consideramos as taças um instrumento importante para transmitir o que os vinhos têm para nos contar sobre suas cores, aromas e sabores. Sabe-se que o formato delas influencia em muito seus aromas e sabores. Afirma-se mesmo que um mesmo vinho oferecido em taças diferentes vai apresentar-se com características diversas. Teste os seus sentidos e veja se faz mesmo diferença ter uma taça apropriada para cada estilo de vinho.
Aproveito para falar sobre a ordem de taças de vinho e de água num jantar formal, motivo de várias perguntas.
Vamos começar com as taças ou copos de água: devem ficar à sua direita, logo acima da faca (o prato como cento, os garfos estão à esquerda e as facas à direita). As taças de vinho devem ser colocadas na ordem em que serão utilizadas, da esquerda para a direita. Então teremos: copo d’água, taça de vinho branco, taça de vinho tinto.
Mas muita gente faz justamente o contrário: começam pela extrema direita, com o copo d’água e, na direção da faca, as taças de vinho branco e do tinto. Só precisamos prestar atenção para que os copos dos vizinhos de mesa não se confundam.
... experimentar uma varietal desconhecida? Que tal conhecer vinhos feitos com uvas completamente desconhecidas para você, que a essa altura já deve estar farta da Cabernet Sauvignon, da Merlot, da Chardonnay etc.? Por exemplo, prove o Casa Perini Ancellotta, uma uva tinta muito utilizada na região da Emilia-Romagna, Itália. Aparece como segunda uva do Lambrusco, um vinho popular na mesma região (feito tento a uva Lambrusco como a principal). Em boa hora a Perini trouxa aclimatou a uva no sul e produziu um ótimo vinho. Pode também conhecer a Tempranillo feita pela Miolo (Fortaleza do Seival Tempranillo). A grande uva tinta espanhola sendo experimentada, como sucesso por uma respeitada vinícola nacional.
Quem sabe, um Alicante Bouschet, tal como produzido pela Pizzato Vinhas & Vinhos? É uma casta originária da França, embora mais cultivada em Portugal. Resulta de uma cruza da Grenache com a Petit Bouschet. Saiba mais sobre o Pizzato-Alicante Bouschet Reserva 2004 no site da vinícola.
A Pizzato também oferece outro vinho feito com uma casta “exótica”, a Egiodola, originária do Languedoc e do sudeste francês e muito utilizada em blends. Aqui, conseguiu-se um tinto bem estruturado, de cor escura e com muita fruta. Egiodola em basco significa “sangue puro”.
E a Humagne blanche, a Petite Arvine, a Heidar? Nunca ouviu falar? Pois dê uma olhada abaixo (Da Agenda) e aproveite.
... “desarmonizar” o seu jantar? Ou seja, em vez de harmonizar vinho branco com peixe, experimenta fazê-lo com um vinho tinto. Veja o que acontece e tome nota. Não fique presa a regras, a maioria delas ultrapassada em se tratando de harmonizar vinhos e comida.
... tentar um vinho que você não gosta? Digamos que no passado você tenha experimentado um vinho alemão e não gostou. O mesmo com outro da África do Sul. Além disso, acha que a Hungria não está com nada. Que tal tomar coragem e experimentá-los. Veja algumas ofertas de vinhos alemães, sul-africanos e húngaros. Quanto mais você experimenta, quanto mais você varia e diversifica, mais você fica sabendo sobre os vinhos e mais prazeres poderá tirar deles.
... escolher o vinho mais barato do restaurante? Será que você é daquelas que escolhe pelo preço? Os restaurantes sabem que a maioria dos fregueses não vai pedir o vinho mais barato para não parecer muito miserável ou ignorante. Daí que o segundo vinho mais caro costuma ser lastimável. Tente o mais barato: muitas vezes será surpreendida pela bela escolha que fez.
Há pouco tempo, cientistas da Califórnia fizeram um estudo onde se comprovou a relação entre os vinhos e seus preços. Os pesquisadores selecionaram um grupo de 20 pessoas para experimentar cinco diferentes vinhos (Cabernet Sauvignon).
Colocaram as pessoas em máquinas de ressonância magnética e fizeram com que cada uma experimentasse os vinhos enquanto ainda na máquina.
Para cada pesquisado foi informado o preço dos vinhos que estavam experimentando. Solicitavam a cada um deles que se concentrassem apenas no sabor e se pronunciassem a respeito.
Porém, os pesquisadores fizeram um truque: na verdade, apenas três vinhos estavam sendo oferecidos, com dois deles aparecendo com preços diferentes. Havia o vinho de 5 dólares (o vinho 1, com o seu preço verdadeiro); o vinho de 10 dólares (o vinho 2, cujo preço real era de 90 dólares); o vinho de 35 dólares (vinho 3); o vinho de 45 dólares (vinho 1, com seu prelo falsificado) e o vinho de 90 dólares (vinho 2, com seu preço verdadeiro).
Não houve surpresa que os participantes preferiram os vinhos 1 e 2, assim que eram informado dos seus preços, como comprovou o equipamento de ressonância magnética, com uma agitação extra nas partes do cérebro onde se registra a experiência do prazer.
O preço, portanto, pode alterar a natureza de sua percepção, leitora. Ao pedir a marca mais barata, você está colocando a lista do restaurante de cabeça para baixo e ensinando a você mesma que preço não é tudo, que você quer se relacionar com o vinho de maneira diferente.
O mesmo podemos afirmar sobre a influência da origem (“os vinhos importados são os melhores”), dos rótulos (é um Château, tem um “Dom” ou um “Reserva” no texto). Tente abstrair-se desses conceitos (que facilmente se tornam preconceitos): com os vinhos, o melhor aprendizado é experimentá-los todos.
Da Adega
Mais sobre como retirar rótulos.
Olha o que diz a Celiacm. “Sei como retirar rótulos de qualquer recipiente: não passe na água, simplesmente, espalhe azeite de cozinha sobre o rótulo e deixe por 24 horas. No dia seguinte, ele estará completamente solto”.
Vinhos suíços. A
Vitis Vinifera realizará dia 17 de junho, quarta-feira, às 20 horas, uma degustação de vinhos suíços, originários do Valais, talvez a mais importante região produtora do país. A apresentação será feita pelo diretor da cooperativa Provins Valais, Sebastien Ludy. O evento, que inclui jantar, será no Giuseppe Grill Leblon (Av. Bartolomeu Mitre, 370, Leblon, Rio). Mais informações pelos telefones: 21_2235-7670/2235-3968. Ou pelo e-mail.
Licor Advocaat. A Tania quer comprar o licor Advocaat, da Bols. Mas já pesquisou, inclusive pela internet e não encontrou. Pede ajuda. Tania, também procurei, mas só na internet. E não achei. No site da
Bols, temos dezenas de licores, mas nenhum Advocaat. Mas não me incomodei muito com isso. O Advocaat é apenas um licor de ovo.
Na origem, é um licor holandês, mas com um pé no Brasil. Diz uma lenda que, lá pelos idos do século XVI, os índios da Amazônia faziam um licor de abacate que caiu no gosto dos marinheiros holandeses. Como? Índios fazendo licor de abacate? Outros mitógrafos substituem os índios brasileiros por nativos das Índias Ocidentais. O caso é que, de volta para o seu terrão natal, os holandeses não encontraram abacate. E pularam nas tamancas. Contudo, acharam de substituir o abacate por gemas de ovos. O nome lembra abacate, embora advocaat seja advogado, pois quem bebe esse licor, garantem os holandeses, não para de falar. E eloqüentemente. Veja uma receita, que peguei no site da
Ana Maria Braga.
Agora, Tania: só mesmo um advogado para explicar como os holandeses acharam de substituir abacate por gema de ovo.
Espumante da Valduga comparado aos champagnes. O Casa Valduga Gran Reserva Extra Brut 2002 foi o vencedor na categoria “Espumantes Nacionais” do concorrido Top Ten Expovinis Brasil 2009, concurso que elege os dez melhores vinhos em exposição no evento.
De acordo com o “Master of Wine” Dirceu Vianna Júnior (o único brasileiro a conquistar até agora esta importante graduão do mundo dos vinhos), o Gran Reserva Extra Brut mereceu esta premiação por apresentar a qualidade e supremacia dos grandes espumantes da região de Champagne. Dirceu fez parte do júri que acabou por eleger o Espumante da
Valduga.

Marcadores: Aprendizado, Licor de ovo

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27.5.09

Glossário em progresso

Assyrtiko. A mais conhecida e das melhores uvas brancas da Grécia. É também das mais antigas: tem origem na ilha de Santorini, onde é a mais cultivada. Produz vinhos secos com aromas cítricos e florais, com um retrogosto mineral, de terra, em razão do solo vulcânico da ilha. Entre 1620-1640 A.C. uma erupção vulcânica destruiu completamente a civilização existente na ilha. Tudo o que restou foi lava, um solo coberto por cinzas e pedras-pomes, o que resultou na criação de um solo compacto e poroso, chamado “aspa”. Arqueólogos descobriram em Santorini a vila de Acrotiri, a mais antiga e melhor preservada da Idade do Bronze, na Europa, com vestígios da cultura Minoana.
Além de potes e ornamentos encontraram também sementes de uvas carbonizadas e inúmeras ânforas para armazenar vinho, evidência do cultivo da vinha e da produção da bebida. É irônico, mas foi a “aspa”, aquele solo criado pelas lavas que preservaram esse registro da civilização grega. O atual vinhedo de Santorini continua o mesmo plantado após a erupção do vulcão. É, assim, um dos mais antigos do mundo, uma jóia especialíssima da herança viticultural européia.
Além da Assyrtiko, em Santorini também são plantados a Athiri, a Aidani e a Mandelaria, entre outras, todas de vinhas originais. Veja um pouco dos vinhedos e vinhos de Santorini, aqui.
Vinsanto. É o nome dado a um tradicional e histórico vinho doce feito com uvas secas ao sol, originárias de Santorini. Daí Vinsanto: Vinsanto(rini). É feito com as brancas Assyrtiko, Athiri e Aidani.
Vin Santo. Por favor, não confunda o Vinsanto acima com esse: Vin Santo (Vinho Santo) é também um vinho de sobremesa, mas italiano. Um vinho da Toscana feito com as uvas Trebbiano e Malvasia.
Dizem que em 1348, em Siena, na Toscana, Itália, um frade franciscano tratava as vítimas de uma praga com o vinho normalmente usado para celebrar missas. Logo acharam que o vinho tinha propriedades milagrosas.
Uma segunda versão vem de Florença, capital da Toscana, e data de 1539: num concílio realizado na cidade, o patriarca grego Basilius Bessarion, ao provar um vinho comentou: “Esse é um vinho de Xantos”, provavelmente aludindo aos vinhos gregos doces feitos com uvas passas (secas ao sol) na ilha de Santorini. Quem estava ao lado, ouviu mal e “Xantos” (que em grego significa amarelo, geralmente a cor desse estilo de vinho) imediatamente virou “Santo”.
De qualquer modo, Vin Santo é o histórico vinho doce da Toscana. E apesar das lendas envoltas em milagres, nunca foi um “vinho de missa”. Mas o pecado é não acharmos as suas versões verdadeiras e não nos confundirmos com as ofertas comerciais que lotam as prateleiras das lojas.
Essa versão autêntica é muito trabalhosa e demorada de fazer. Ela se apresenta numa variedade de estilos, das versões meio-doces àquelas densas, quase um xarope. O que todas têm em comum é tom de noz, de frutos secos e notas minerais. Os preços altos são também comuns: uma garrafa de 375 ml pode custar, em Florença, os seus 40 euros.
Por séculos, os vinicultores separam uma porção das melhores variedades brancas locais, normalmente a Trebbiano ou a Malvasia para produzir o seu Vin Santo. Depois de deixar as uvas secando por algum tempo, as levam para pequenos barris (chamados de caratelli), os selam (normalmente com cimento – sim, cimento) e os deixam no sótão de suas casas, à mercê do tempo, do calor e do frio, por até 10 anos. Muitos produtores já racionalizaram alguns dos elementos desse antigo método. Mas o básico é o mesmo, com as forças da natureza tomando o papel principal.
Olho de Perdiz. Se, por um acaso, encontramos no rótulo de um Vin Santo a inscrição “Occhio di Pernice” (“Olha de Perdiz”) não estranhe. É o que o vinho foi feito com uma uva tinta, normalmente a Sangiovese.
Magdaleine Noir de Charentes. Há 12 anos os cientistas descobriram quem eram os pais da Cabernet Sauvignon: nada mais, nada menos do que a Cabernet Franc e a Sauvignon Blanc, numa cruza espontânea, ocorrida nos vinhedos, pois em tempos passados era comum variedades diferentes conviverem no mesmo vinhedo.
E a Merlot, foi gerada por quem? Ele é a variedade mais cultivada no mundo, símbolo da margem direita de Bordeaux, do Pomerol e de Saint Emilion. Pois identificaram sua mãe numa variedade desconhecida, muito pouco cultivada em áreas do sudoeste da França. Ela era chamada de Raisin de la Madeleine. Mas considerando que lotes delas frutificavam também em áreas de Charentes, os cientistas a batizaram de Magdeleine Noire dês Charentes. Seu marido (e pai da Merlot) é a Cabernet Franc.
Como qualquer deusa grega que se preze, nossa Magdeleine deu outros frutos, de outros pais. Ela também é a mãe da Malbec, numa feliz relação com a Prunelard Noir, e da Mourtés, numa rápida escapadela com a Penouille.
Da Adega
Degustação de Vinhos da Espanha
. Vamos ter agora em São Paulo a já tradicional degustação de vinhos espanhóis, o segundo maior produtor e exportador mundial e o país com a maior superfície vinícola. Quem é do ramo não pode faltar.
36 produtores, a maioria ainda desconhecida no Brasil, apresentarão no próximo dia 3 de junho, as suas garrafas. E ele não vêm só com a famosa Tempranillo: vamos conhecer também o que podem a Garnacha, Mazuelo, Cariñena, Albariño, Palomina, entre outras, além de suas versões das internacionais Cabernet, Merlot, Syrah, Chardonnay etc.
O evento será realizado no Grand Hyatt São Paulo (Av. das Nações Unidas, 13.3001, Salas Palm Ball Room).
Programação: das 12 às 15h, atendimento a importadores, imprensa, formadores de opinião e compradores locais cadastrados. Das 16 às 21h, profissionais do setor, compradores de lojas, supermercados, varejo em geral e demais convidados.
Às 19h teremos uma palestra com o Dr. Arthur P. Azevedo, médico, jornalista e crítico de vinhos, editor da revista Wine Style e Diretor da Associação Brasileira de sommeliers – São Paulo.
O suco de uva que emagrece. Pesquisa realizada pela nutricionista Melissa Machado da Silva, da Universidade Paranaense – Unipar, apurou que o suco da marca Sinuelo, de uvas tintas é potencialmente um “inibidor de radicais livres.
A pesquisa foi realizada em laboratórios, com ratos da linhagem Wistar, os mais utilizados nessas pesquisas. Um dos grupos de ratos foi alimentado com ração, sua dieta padrão. Um segundo grupo, teve a ração melhorada com suco de uva tinta Sinuelo, sem adição de açúcar.
Os ratos desse segundo grupo perderam peso e reduziram o índice de glicose, mesmo recebendo quantidades equivalentes de ração. Os níveis plasmáticos de glicose dos ratinhos que receberam o suco foram também menores do que os companheiros que não ingeriram a bebida. Daí concluir a nutricionista que os fenóis existentes na bebida agem sobre o peso corporal e também sobre a glicose, “reduzindo a ocorrência de síndrome metabólica”, relacionada com a obesidade e a diabetes e igualmente ao desenvolvimento de doenças coronarianas.
O suco Sinuelo, produzido pela vinícola
Irmãos Molon, de São Marcos, RS, não utiliza conservantes e na sua versão tinta, aqui referida, não adiciona açúcar.
Mais informações com a
Núcleo Comunicação e Marketing.

Marcadores: Assyrtiko, Vin Santo, vinhos espanhóis, Vinsanto

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20.5.09

Removendo II

Voltamos ao assunto da coluna passada, Removendo... , pois ele está rendendo novas e boas dicas sobre como acabar com manchas e até retirar rótulos.
Água oxigenada. A Carolina Monteiro cita um produto, o Vanish, com o qual tem tido bons resultados para tirar manchas de vinho, entre outras. No site do produto, aprendemos que: “Sua poderosa fórmula contêm oxigênio ativo que remove manchas de gordura, chocolate, vinho tinto, café, grama e muitas outras”.
Ou seja, o Vanish é, de maneira certamente mais poderosa, a nossa recomendada água oxigenada, nome comercial do peróxido de hidrogênio, com base na fórmula química H2O2, um poderoso oxidante.
A água oxigenada usada comercialmente possui uma quantidade mínima de 0,3% de peróxido de hidrogênio. Comigo ela funciona muito bem, mas nem sempre com o sucesso que a Carolina tem com o Vanish. Fica aqui a boa dica.
Rótulos no forno. A Rachel Bello afirma que a primeira coisa que faz é colocar a garrafa vazia (e sem rolha ou tampa metálica, naturalmente) no forno. Deixar na temperatura máxima por uns 10 minutos, ou até quando a garrafa estiver bem quente. Depois é retirá-la do forno cuidadosamente e os rótulos (o principal e o do verso da garrafa) sairão facilmente.
Se ainda assim não saírem, a Rachel espera que a garrafa esfrie e tenta o método da água quente, que ela utiliza da seguinte maneira:
Enche a pia da cozinha com água fervente. Para isso é pega uma panela bem grande, enche de água e ferve até borbulhar.
Pega a garrafa e a coloca em imersão na pia. Após alguns minutos os rótulos irão flutuar.
Se ainda assim eles continuarem colados, tire a garrafa da pia, coloque-a sobre uma toalha e tente tirar os rótulos com a ponta da unha (ou com uma pequena lâmina), a partir do canto do impresso.
Caso o teimoso rótulo ainda resista, volte com a garrafa e repita a operação de mergulhá-la em água fervente. Nesse ponto, a Rachel não tem dúvidas de que o rótulo sairá.
Quando isso acontecer, recolha-o da pia com uma colher e o coloque sobre um plástico ou papel manteiga. E, ufa, o seu rótulo está quase pronto para entrar para a sua coleção. É só esperar que seque.
Limpeza de decantadores. Além da dica, a Rachel pergunta como fazemos para limpar decantadores. Lavá-los parece fácil, mas o seu formato, como a base bem larga e um gargalo estreito realmente dificulta a lavagem. Dê só uma olhada no decantador Riedel Amadeo e veja o trabalhão que vai dar para lavá-lo. É lindo, mas seu formato de lira é barulho e não música para que quiser limpá-lo.
Eu tenho dois métodos para enfrentar essa situação:
1. Uso água quente e uma bucha longa para limpar principalmente a base e contornos do decantador.

2. Quanto o decantador começa a ficar com manchas de vinho tinto, utilizo pequenas bilhas de aço, dessas encontradas em rolimãs. Se você tem amigos em oficinas mecânicas e em lojas de consertos de bicicletas poderá encontrá-las. Tenho uma caixinha cheia delas, devidamente limpas, aço puro. Pois as coloco dentro do decantador e dou boas sacudidelas e cuidadosas mexidas. E só as retiro quando vejo que as manchas foram embora.
Aqui, no Rio, ainda não as encontrei, pelo nas lojas especializadas de vinhos. Mas lá fora já são comuns. Dê só uma olhada nelas no site da Amazon.com (as minhas não são tão pequenas como essas, mas dão pro gasto).
O problema é colocar o decantador de cabeça para baixo para deixá-lo secar. Quebro o galho com um antigo coador de café. Lembra deles, aqueles com o coador de pano? Eram os únicos admitidos pelo meu pai. Bom, meu pai já se foi e, como o tempo passa e a falta de tempo é permanente, permiti a entrada dos coadores de papel aqui em casa. Mas o porta coador ficou: uma peça única de arame, com base bem larga, de onde nascia um L que acabava por ser o apoio do coador de pano. Como esse L se constituía de duas hastes de arame em paralelo, o que fiz foi torcê-las com um alicate. E elas ficaram mais delgadas, embora firmes. Assim, posso colocar o meu decantador de cabeça para baixo e esperar que seque. O decantador em lugar do coador.
Da Agenda
Amigos do Vinho na Casa de Espanha. A amiga está começando agora a se encantar com os vinhos e quer, naturalmente, aprender mais, certo? A enófila acha que sabe tudo, mas desconfia que conhecer um pouco mais não custa nada, certo? Então, ambos não podem perder o evento Amigos do Vinho que acontece dia 23 de junho (das 18 às 22h) na Casa de Espanha, no Rio.
Lançamentos de vinhos espanhóis, franceses, suíços, argentinos, italianos, norte-americanos, portugueses, chilenos, africanos e brasileiros degustados. Os participantes receberão na entrada um brinde, uma taça para degustar todos os vinhos. De quebra, ainda poderão saborear um bufê de especialidades da gastronomia espanhola.
O evento é produzido pela butique de vinhos
Confraria Carioca, em parceria com as distribuidoras e importadoras Cava de Vinhos, Vitis Vinifera, Porto Leblon, Volantis e Vini Rio.
A Confraria Carioca pertence e é dirigida por Duda Zagari, membro da Associação Brasileira de Sommeliers e diretor da Sociedade Brasileira dos Amigos do Rio. O objetivo de Zagari é promover a bebida de modo a “desengravatá-la”.
A Casa de Espanha fica na Rua Vitório da Costa, 257, Humaitá, Rio de Janeiro. Tel.: (21) 2436-3150. Tem estacionamento no local.
Os ingressos podem ser adquiridos na Confraria Carioca: Rua General Severiano, 97, loja 35, no Rio Plaza Shopping, Botafogo. Informações e reservas pelo (21) 8102-1019 ou pelo e-mail:
Duda@confrariacarioca.com.br
Não percam, amigas. Só serão servidos vinhos de importantes produtores e importadores.
Rio Restaurant Week: só até domingo. Não percam. Já no primeiro dia do evento os restaurantes participantes registraram um aumento 35% acima do normal e os pratos acabaram. Um sucesso, gente!
O Rio Restaurant Week é a versão nacional de um importante acontecimento do mundo da gastronomia. Semelhante ao Restaurant Week de Nova York, que existe há 16 anos, em São Paulo já foram realizadas 4 edições e agora o Rio se junta a cidades como Boston, Londres, Amsterdã e outras 100 grandes metrópoles do mundo nessa maratona gourmet.
Veja
aqui a lista dos ótimos restaurantes participantes, saiba seus endereços e horários e que especialidades estão oferecendo. São 60 casas, entre as melhores do Rio, à sua disposição.

Marcadores: degustações. Rio Restaurant Week, Removendo manchas e rótulos

posted by Sonia Melier at 9:19 AM 0 comments

14.5.09

Removendo...

...rótulos e colas. A Renata Bessa quer saber como retirar o resíduo de cola deixado em suas taças de cristal pelos selos adesivos. Porque os fabricantes não deixam suas publicidades nas embalagens? Para evitar problemas de falsificação? Falsificar selos é mais fácil e barato do que falsificar as taças.
Então, ficamos com dois problemas: o primeiro é retirar os adesivos e o segundo, pior ainda, livrarmo-nos da cola.
Por causa desses adesivos já quebrei e arranhei taças. Uma vez ganhei um “removedor de rótulos” (os das garrafas de vinho), alardeado como “mágico”. Hora funcionava, hora destruía do rótulo. E na garrafa sempre ficava um pequeno resíduo de cola.
Com os selos que se utilizam de colas simples, deixo as taças em água morna por uns trinta minutos e eles costumam sair com facilidade. Nos mais resistentes, tento derreter a cola com um secador de cabelo ou com o vapor de uma chaleira. A sua retirada é facilitada, mas ainda teremos cola nas taças. Nesses casos, pego uma gilete e, com cuidado e paciência, termino o serviço. Funciona comigo.
Sei de gente que usa álcool, solvente ou removedor. Em vez do vapor, utilizam uma vela para aquecer as etiquetas.
Achei na internet o Tira-Grude, que “solta etiquetas, colas, fitas, decalques e adesivos”. A revista Quatro Rodas testou e aprovou o produto, embora num dos testes não descarte o uso de uma espátula para finalizar o serviço. Leia aqui. O “Tira-Grude” já está na minha lista de compras.
...manchas de vinho tinto. A Fernanda Neves deseja dicas para a remoção de manchas, principalmente de vinhos tintos, em toalhas, guardanapos, tapetes etc.
Minha experiência: não uso guardanapos de tecido, mas de papel. É só jogá-los fora: problema resolvido. Com toalhas de tecido uso água sanitária e as lavo com água morna. No caso de tapetes, o melhor (para mim, pelo menos) tem sido um aspirador a vapor.
Tem gente que coloca um pouco de sal na mancha (seja em toalhas ou tapetes), de modo a que o sal absorva um tanto do que foi derramado. Comigo, não funcionou.
Leite também é utilizado, mas no máximo consegui descolorir a mancha um pouquinho. Só um pouquinho. No final, não fez melhor do que tentar com água.
Com removedores em geral, o máximo que consigo é transformar a mancha rubra do vinho em outra de outra cor: verde, cinza etc.
Para mim, mancha de vinho tinto trato ou com água sanitária ou com uma solução de água oxigenada, água e sabão em pó. As manchas reduzem bastante. Algumas até saem, mesmo. Só tomo cuidado em não utilizar esse método em tolhas coloridas ou em tapetes.
...manchas nas taças. Rejane Soares. Está com dificuldades em remover as manchas de vinho tinto que ficam hora nas bordas, hora no fundo das taças e só fazem aumentar com o uso.
Olha, Rejane, eu lavo minhas taças com água quente e nada de detergentes. Contudo, de vez em quando, uso sabão de coco para me livrar daquelas marcas de dedo, gordurosas. Faço isso sempre com esponja.
Além da água quente, utilizo um pouco de bicarbonato de sódio. Se as manchas insistem em não sair, uso água sanitária e água quente. Depois é não parar de enxaguar, enxaguar, enxaguar.
Por falar em gordura nas taças, lembro que, no caso das de espumantes, ela pode reduzir em muito a quantidade de borbulhas. E não só a gordura, mas resíduos de sabão e detergentes.
As taças devem ser bem secas, caso contrário ficarão com aquelas manchas de água. Assim, após bem enxaguadas, seque-as com um pano de linho. De um modo geral, apenas água quente é o bastante para manter limpas as suas taças. Muitas vezes uso o vapor das chaleiras para a limpeza. E depois uma esforçada sessão de polimento com pano de linho. Funciona para mim.
...manchas nos dentes. Neusa Dantas ouviu falar que o hábito de tomar vinho tinto pode causar manchas nos dentes.
Sim, vinho tinto pode causar manchas vermelhas nos dentes, o que não é nada agradável. Porém, essa é uma ocorrência mais comum em degustadores profissionais, gente acostumada a provar 50, 100 vinho numa manhã. Ao fim delas, podem ficar com um sorriso digno do Conde Drácula.
Correr para o banheiro e escovar os dentes não é uma boa idéia. Em primeiro lugar, se escovarmos com creme dental, ficamos com a boca impregnada de menta, hortelã etc. prejudicando a degustação do vinho (e de qualquer outra bebida ou alimento).
Pior é que nossa boca, fresca de tanto vinho, está por isso cheia de ácido. Se escovarmos os dentes logo podemos danificá-los e tornar o problema ainda maior. Esses ácidos podem corroer o esmalte dos dentes e causar danos como cáries e coisa pior.
Comer um pedaço de pão ou creme cracker e beber um pouco de água nos intervalos ajudará nossa boca a recuperar o equilíbrio natural de seus ácidos.
Vinho tinto, café e chá e outras bebidas também promovem manchas nos dentes. Devemos observar se elas acontecem com freqüência, se os dentes estão gradativamente escurecendo. Nesses casos, devemos procurar um dentista imediatamente. Ele saberá que procedimentos utilizar para evitar danos. Ou para dar uma “embranquecida” nos dentes.
Da Agenda.
Rio Restaurant Week: imperdível!
Já começou a primeira edição do Rio Restaurant Week. De 11 a 24 de maio 60 restaurantes de diversos estilos e etnias, entre os melhores da cidade, vão promover uma maratona gastronômica a preços promocionais.
O Restaurant Week é um evento que nasceu em Nova York há 17 anos e se espalhou por todo o mundo. No Brasil, São Paulo foi a primeira a engajar-se no movimento. E agora chega a vez do Rio.
É um acontecimento em que a alta qualidade gastronômica fica em pé de igualdade com a cidadania. Pois parte do que for arrecadado pelos restaurantes envolvidos irá para o
Projeto Urerê, de Yvonne Bezerra da Mello, que mantém uma escola especial destinada a crianças e jovens em situação de extrema pobreza.
Casas importantes integram o evento: Miam Miam, da chef Roberta Ciasca; Nam Thai – que traz a sua exótica cozinha tailandesa; a cadeia Gula Gula, que dispensa comentários, com nove casas; o La Pasta Giala; de Sergio Arno, com sua cozinha italiana; o Sawasdee Bistrô que explora o sabor das diferenciadas receitas asiáticas; quatro casas do grupo Devassa, a deliciosa pizzaria de Ipanema Stravaganze.
Veja a lista completa
no site do evento. Lá você terá os cardápios, horários de funcionamento e, claro, locais. O importante é você ingressar com comodidade no mundo gourmet e ainda saber que está ajudando o próximo. Não falte.

Marcadores: Manchas de vinho, Rio Restaurante Week

posted by Sonia Melier at 11:36 AM 0 comments

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